![]() ![]() ![]() |
Eu 29 anos Taurina Admiro: - honestidade - inteligência - sabedoria - fidelidade Repudio: - falsidade - desonestidade - desumanidade Adoro: - chocolate - filmes - ficar em casa - sapatos - animais - praia - Chico Buarque Odeio: - futebol - trânsito - ir ao banco Tenho medo de: - baratas - insetos - falar em público - anestesia Gostaria de conhecer: - África - Tibet - Bali - Thaiti - Marrocos - Austrália Bichos que tenho: - Néll (gata) - Naslyn (gato) - Miúcha (cachorrinha) Atualmente lendo: - Os Mensageiros (André Luiz) Atualmente ouvindo: - Maria Rita Sempre ouvindo: - Chico Buarque Pensamento da semana: "Se você não tiver nenhuma caridade no seu coração, você tem o pior tipo de problema cardíaco." (Bob Hope) |
|


| Últimas Notícias |
|
|





Consegui!!! Aqui estou... até que enfim consegui uns minutinhos para postar... A vida anda um corre-corre danado... e vai continuar assim até eu conseguir organizar melhor o meu tempo. Desculpem-me pela minha falta de visitas... tentarei visitar todos vocês, aos poucos...
Certa vez participei de uma brincadeira com o meu marido. Era o seguinte: eu fechava os olhos, não podia abrir de modo algum. Segurava no braço dele, enquanto ele me guiava. Estavamos num lugar que não era familiar.
Parece simples. A questão é: confiança. Logicamente eu sabia que ele não iria deixar eu cair, tropeçar ou bater em alguma coisa. Creio que ninguém deixaria, muito menos ele.
Ainda assim, fiquei com medo de caminhar, travada. Fui, mas dei passos muito lentos, com receio de ter algum obstáculo pelo caminho. Conforme foi passando o tempo, fui me sentindo mais segura. Moral: a confiança vem com o tempo.
Hoje eu estava no metrô, olhando o passar das pessoas e vi um deficiente visual. Uma funcionária do metrô o acompanhava. Ele segurava em seu braço e caminhava seguramente. Não conhecia a mulher, era uma estranha, podia ser uma pessoa de má índole, que queria se aproveitar... Mas ele caminhava com segurança.
Lembrei-me da brincadeira que havia feito. Logo, comecei a pensar: guiada por meu marido, sem ver nada, tive receio de me acidentar. O portador de deficiência visual, ajudado por uma pessoa totalmente desconhecida, caminhava como se visse o caminho com seus próprios olhos.
Se uma deficiência que não somos capazes mudar nos diminui, podemos contorná-la fazendo com que algo seja superior ao normal e supere todos os encalços que a deficiência nos tráz. Aquele senhor, por não poder ver, teve que confiar numa estranha, fato que deve ser corriqueiro para ele.
Eu não teria essa confiança. Certamente, porque eu não preciso. Mas tenho minhas deficiências, como todos. E posso contorná-las.