![]() ![]() ![]() |
Eu 29 anos Taurina Admiro: - honestidade - inteligência - sabedoria - fidelidade Repudio: - falsidade - desonestidade - desumanidade Adoro: - chocolate - filmes - ficar em casa - sapatos - animais - praia - Chico Buarque Odeio: - futebol - trânsito - ir ao banco Tenho medo de: - baratas - insetos - falar em público - anestesia Gostaria de conhecer: - África - Tibet - Bali - Thaiti - Marrocos - Austrália Bichos que tenho: - Néll (gata) - Naslyn (gato) - Miúcha (cachorrinha) Atualmente lendo: - Os Mensageiros (André Luiz) Atualmente ouvindo: - Maria Rita Sempre ouvindo: - Chico Buarque Pensamento da semana: "Se você não tiver nenhuma caridade no seu coração, você tem o pior tipo de problema cardíaco." (Bob Hope) |
|


| Últimas Notícias |
|
|





Rosana estava realizada. Vivia numa linda praia, com areia branca e mar de águas cristalinas. Fazia calor o ano inteiro, e sempre havia uma leve brisa para refrescar. Estava no seu paraíso.
Certo dia, saiu para procurar frutas, como fazia de costume. Mas algo deu errado. Ela não sabe como, nem o motivo... viu-se numa trilha estranha. Ela não conhecia aquele caminho, não sabia voltar para seu paraíso.
Ainda assim, continuou caminhando, buscando o rumo correto. Pegou muitas estradas, algumas calmas e retas, outras perigosas, cheias de curvas. Mas parecia que estava cada vez mais distante de seu paraíso.
Decidiu seguir outros rumos. Abandonou as estradas e começou a percorrer as matas. Passou por muitas florestas, conheceu muitos lugares, alguns lindos, mas nada comparado ao paraíso que conhecia.
Mais uma vez não encontrou o caminho de volta. Aventurou-se pelas montanhas. O percurso era mais difícil, necessitava de um bom preparo físico. Rosana explorou todas as montanhas, e nada do caminho que a levaria de volta ao paraíso aparecer. Só sentia que, apesar de ter coragem de enfrentar os caminhos mais perigosos, estes somente a levavam para mais longe.
Rosana, já não sabendo mais em que local procurar, encontrou um labirinto. Ela sabia que seria arriscado entrar, mas acreditou que o caminho ao paraíso estava lá dentro. Tinha tanta certeza disso, que nem se importou com o risco.
Decidiu entrar. Viu-se perdida por tantos túneis e corredores. Andou muito lá dentro. Algumas vezes sentia o cheiro de seu mar em certa direção. E lá ia Rosana, com a esperança de voltar... Mas o cheiro vinha só de sua lembrança, de sua esperança... e o caminho tomado chegava sempre em outro lugar.
Já cansada de tanto caminhar, encontrou uma saída que daria a um lugar novo. Esse lugar poderia ser maravilhoso, melhor do que seu paraíso... mas também poderia ser pior do que a infinita busca sem alcance.
Seria uma decisão muito importante, que envolvia um grande risco. Se fosse em busca do novo lugar, provavelmente, nunca mais teria seu paraíso de volta. Se decidisse pelo novo caminho não saberia em que lugar seria sua chegada: melhor ou pior. A única certeza que tinha era que essa saída mudaria sua vida, e que uma vez cruzada a porta ela se trancaria.
Rosana ficou dias sentada olhando a saída. Não conseguia se decidir. Na esperança de encontrar o paraíso novamente, dava pequenas voltas, sem se afastar da porta. Quem sabe o paraíso não estaria próximo??? mas não o encontrava...
O tempo foi passando e Rosana não se decidia... foi envelhecendo... mas a esperança de ver seu paraíso novamente não morria, apenas minguava... Da mesma forma que o medo da saída que leva ao novo... não morria, apenas minguava...
E ela ainda está lá... sentada... esperando sua decisão...
Depois de escrever esse post fui dar uma voltinha pelos blogs. Através do blog de minha amiga, o Chorumelas, encontrei um link para o blog Mãe da Luz. Li o blog inteiro.
Só me restou uma exclamação: como eu sou fraca e pequena!
Não tenho um grande apreço pelo domingo.
É a terceira vez que estou tentando escrever algo.
Esse dia me atrapalha.
Não me deixa fazer nada.
Apesar da minha vontade de fazer muito.
Impossível sair de casa.
No domingo, estou presa aqui dentro.
Impossível arrumar minhas coisas.
No domingo, não tenho forças para nada.
Oh dia inútil...
Tão inútil, que consegue me inutilizar.
Gostaria de fazer mais aos domingos.
Mas parece que há uma força maior.
Que me impede de fazer esforço.
O domingo me vence e a preguiça consegue reinar.
Amanhã é segunda-feira.
Primeiro dia útil da semana.
Consigo me libertar da imobilidade do domingo.
Mas já não tenho vontade de fazer o que desejava.
A vontade simplesmente passou... junto com o domingo.
Da mesma forma que assumi que sou uma Chicólatra, o que para mim é um ponto positivo, sinto-me na obrigação de também assumir meus pontos negativos. Assumo um deles: eu assisto Celebridade.
É um ponto negativo, afinal, não há nada mais inútil do que assistir novela. Pode ser inútil, mas eu gosto. É também negativo porque vivo reclamando da novela, vivo irritada com certos personagens chatíssimos, mas continuo assistindo.
Ademais, sei que dificilmente o final será próximo da realidade. Fato que me enerva. Ainda assim, continuo assistindo.
Detesto finais perfeitos. As pessoas do mal acabam sofrendo, as pessoas do bem terminam felizes para sempre. Ah se a vida fosse assim...
Um bom final de Celebridades, na minha opinião, seria mais ou menos assim:
- Fernando Amorim descobre que viver com uma mulher perfeita é muito tedioso. Abandona Maria Clara. Volta para Beatriz, que tem dinheiro suficiente para financiar seus filmes. Decide morar na Europa novamente.
- Maria Clara volta a se relacionar com Hugo, mas, no final, fica sozinha. Continua batalhando para reaver o sucesso perdido. Não encontra a fita, mas resolve contratar um advogado criminalista de renome. É condenada, mas consegue recorrer em liberdade. No final das contas o Supremo Tribunal Federal, absolve a ré.
- Hugo aproveita de Maria Clara para melhorar sua carreira de cantor. Quando ele obtém o sucesso, troca Maria Clara por uma vida de mais gandaia com a mulherada.
- Laura consegue a direção do canal de televisão. Obtém cada vez mais sucesso. Continua com Marcos, que adora a boa vida.
- Marcos, para matar o tédio, decide estudar. Faz um curso de adestramento de cachorras.
- O Inácio pode ficar com a Sandra mesmo.
- Noemia abandona Cristiano e se casa com Daniel (o que eu acho que pode acontecer).
- Renato Mendes consegue dar um grande golpe e conquistar a presidência da Vasconcelos. Ele é o verdadeiro assassino de Lineu e de Queiroz. Mas consegue dar um jeitinho brasileiro e sequer é indiciado. O inquérito policial é arquivado. Depois de um tempo, cansa-se da presidência, quer mais. Decide ingressar na política. Devido a seu carisma, é elegido como Prefeito do Rio de Janeiro. Seu próximo passo: Presidência da República.
- Adriano é demitido, arruma um emprego como jornalista numa revista desconhecido, volta a beber.
- Zeca, que, na última semana da novela, começou a chorar diariamente pela morte da mãe (como se a ficha tivesse demorado a cair), não se suporta, não aguenta sua chatisse e se mata.
- Tadeu consegue a guarda das crianças.
- Darlene faz um implante de silicone no bumbum e vira dançarina de um grupo de música baiana desconhecido. Posa nua para várias revistas masculinas de quinta categoria. Faz shows em boates masculinas. É convidada para participar do próximo filme pornô de Rita Cadilac. Fica feliz com o "sucesso".
- Eliete casa com Nelito e se torna dona de casa. Os filhos de Nelito crescem e, devido a problemas familiares, viciam-se em drogas.
- Joel manda Renato para pqp. Pede as contas e vai trabalhar em uma revista de fofocas barata.
- Ercília é abandonada num asilo por Laura.
- Ana Paula se casa com um idoso milhonário.
- Algumas pessoas que moram no Andaraí, tais como a Secretária, Noêmia, Daniel, Wladimir, entre outras, percebem que têm condições financeiras para morar na zona Sul e se mudam para lá rapidamente.
- Jaqueline se casa com Bruno. Como ele é muito ciumento, não deixa ela nem trabalhar. Logo ela tem um filho, depois mais um. Engorda muito com a gravidez. Chega a pesar quase cem quilos, mas não consegue emagrecer (na verdade, nem tenta). Vive em casa, cuidando dos filhos, sempre de mal com a vida, enquanto o marido a trai com várias mulheres.
- Os diretores figurantes da Vasconcelos são demitidos, devido a um corte de despesas na empresa.
Bem, esse pode não ser um final dos mais felizes, contudo, está muito próximo à vida real. Mas, como novela é utopia, vamos aguardar os próximos dias para ver todos os bons felizes... e descobrir a resposta da pergunta que não quer calar: quem matou Lineu Vasconcelos?
Na minha opinião, foi a Leila... Sim a Leila, aquela que matou Odete Roittman.
Sou uma chicólatra assumida. Dessa forma, o post de hoje não poderia deixar de falar dele. Há exatos sessenta anos, na cidade do Rio de Janeiro, nascia o filho do historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda e da pianista Maria Amélia Cesário Alvim, o maravilhoso Chico Buarque.
Um artista completo. Sua carreira abrange a música, a literatura, o teatro e o cinema. Sou uma pessoa muito suspeita para falar do Chico, afinal, toda obra que vem dele, para mim, ultrapassa a perfeição.
Nenhum compositor detalha tão claramente uma mulher, seu cotidiano, seus medos, seus sentimentos, seus desejos. Mas não só a mulher reina em suas composições. Abrangem diversos temas: amor, política, meio ambiente, samba, entre outros.
Sem falar nos seus olhos que... não há palavras para descrever...
Tentei escolher uma canção para colocar aqui. Mas minha incapacidade não deixou que eu elegesse uma. Assim, deixo alguns trechos de suas composições para o deleite dos leitores. Após, algumas fotos que tirei no show “As cidades”, para deleite das leitoras.
Pedaço de mim
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu.
Eu te amo
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Choro Bandido
Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação
A Rita
A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Acorda amor
São os homens e eu aqui parado de pijama
Eu não gosto de passar vexame
Chame, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão
Se eu demorar uns meses convém, às vezes, você sofrer
Mas depois de um ano eu não vindo
Ponha a roupa de domingo e pode me esquecer
Mil Perdões
Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais
O que será (a flor da pele)
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
Vida
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Deixei a fatia
Mais doce da vida
Na mesa dos homens
De vida vazia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz
Bastidores
Cantei, cantei
Como é cruel cantar assim
E num instante de ilusão
Te vi pelo salão
A caçoar de mim
Não me troquei
Voltei correndo ao nosso lar
Voltei pra me certificar
Que tu nunca mais vais voltar
Vais voltar, vais voltar
Todo o sentimento
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente
Doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Morro dois irmãos
É assim como se o ritmo do nada
Fosse, sim, todos os ritmos por dentro
Ou, então, como uma música parada
Sobre uma montanha em movimento
Fica
Diz que eu ganho até folgado
Mas perco no dado
E não lhe dou vintém
Diz que é pra tomar cuidado
Sou um desajustado
E o que bem lhe agrada, meu bem
Mas fica
Mas fica, meu amor
Quem sabe um dia
Por descuido ou poesia
Você goste de ficar
De volta ao samba
Porém meu samba, o trunfo é seu
Pois quando de uma vez por todas
Eu me for
E o silêncio me abraçar
Você sambará sem mim
Sem fantasia
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus
Tira as mãos de mim
Éramos nós
Estreitos nós
Enquanto tu
És laço frouxo
Tira as mãos de mim
Põe as mãos em mim
E vê se a febre dele
Guardada em mim
Te contagia um pouco
Sabiá
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos
De me enganar
Como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer
Ela desatinou
Ela desatinou
Viu morrer alegrias
Rasgar fantasias
Os dias sem sol raiando
E ela inda está sambando
Trocando em miúdos
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
É comum ocorrer incêndios em favelas, haja vista a periculosidade do local. Os barracos são feitos de material que basta uma faísca para incendia-lo.
Além dos riscos normais do dia-a-dia, como bojões de gás em péssimas condições, instalações elétricas que são uma muvuca de fios, nesta época do ano o risco é maior. Fogos de artifício, balões, fogueiras, etc...
Aguns dias atrás vi um desses incêndios. Tudo que os moradores tinham virando pó rapidamente. O fogo parecia invencível.
As pessoas tentavam desesperadamente salvar seus bens, corriam para dentro do barraco e retiravam móveis, roupas e tudo o que era possível. Deixavam as coisas no meio da rua e voltavam para buscar mais, enquanto o fogo deixava.
Como se não bastasse, os bens salvos e deixados na rua eram furtados por pessoas de outros locais, que se aproveitavam da desgraça alheia.
Não consigo entender como pode um ser, diante do desespero de outros, aproveitar-se da situação e furtar o pouco que restou às vítimas do fogo!
Por isso as vezes tenho certeza da causa dos problemas do mundo: guerras, violência, corrupção, fome, diferenças sociais, etc... As coisas não estão como estão devido à pobreza, à ganância, ao dinheiro, à luta pelo poder...
A causadora dos problemas é uma só: a falta de moral. As pessoas estão perdendo a moral. Jogar aviões em prédios, bombardear um país, "usufluir" do dinheiro público, etc... tudo isso é falta de moral.
Há muito tempo pessoas sem moral vivem no planeta. Mas parece que antigamente eram poucas. Tenho a impressão que a falta de moral é uma doença contagiosa, que já está prestes a virar uma epidemia. Será que conseguiremos algum dia encontrar a vacina?